domingo, 30 de maio de 2010

Três por Quatro I

Depois do acontecimento aqui em minha casa, Lana ficou muito assustada com o que aconteceu, e eu mais ainda, não posso negar que fiquei com certo trauma de tudo.
Eu pedi para ela me levar na casa dela, queria conhecer a família dela, conhecer os avôs, as tias, as primas. Mas ela disse que não dava por que os avôs não gostavam que ela ficasse eu talvez nem soubessem e ela também não gostava de levar em casa preferia ir à minha casa, eu por um lado me sentia incomodado com isso, ela ter que vir aqui me ver sempre, ficava a impressão que eu não tenho “moral”, para ir vê-la, mas por outro eu achava bom, por que aqui a gente não ia ser repreendida com o que fizéssemos. Aqui ela tinha liberdade para me beijar me abraçar e rir de minhas besteiras contínuas, certa noite eu fui comprar pirulitos de coração, em um pequeno comércio aqui pertinho de minha casa. Eu só dava pirulito pra ela se ganhasse um beijo, cada pirulito era um beijo, claro que não precisávamos daquele divertimento, mas era divertido. Ela sempre caia na minha brincadeira sempre que ela ia dar uma mordida eu tirava e ela ficava a morder o ar, e sempre ficava muito irritada com tudo que acontecia ela nunca conseguia pegar, e cada vez que ela não pegava dava-lhe um beijo, e foi assim a noite inteira aquela brincadeirinha até que os pirulitos acabaram e ela teve que ir embora.
Minha vida tinha mudado repentinamente. De um garoto que só pensava em ficar com garotas, que só queria saber de futebol, eu me transformara em um cara romântico, sério e que amava muito Lana Oliver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário