domingo, 30 de maio de 2010

Devaneio II

... Mas antes de continuar a escrever sobre minha vida, aventura amorosa, eu como bom machadiano que sou devo conversar contigo leitor, tenho que te dizer que é bem difícil pra eu remoer essas lembranças que a tanto eu não resgato. Contudo tenho que lhe informar que o meu modo de escrever muda, ao tempo que eu vou mudando também, e também mudam ao modo com o qual eu quero lembrar-se dos fatos. Sim irei ocultar alguns fatos, por motivos de segurança da minha própria vida. Mas voltando ao que realmente interessa, digo que nossos dias como namorados, nos proporcionaram muitas alegrias, junho foi o mês mais vivo e mais intenso dos meus quatorzes quase quinze anos de existência, as minhas tarde se resumiam a passar estudando ou então tentando estudar, no mais era mensagens ao celular. Quando chegava o crepúsculo eu esperava ela chegar a minha casa com um perfume doce, os olhos verdes, e o mais belo sorriso. O crepúsculo, não é hora de ninguém, todos estão chegando a suas casas, exaustos de um dia de trabalho, outros ainda iam ao colégio tentar adquirir algum conhecimento que os tempos de juventude não os proporcionaram. Contudo o crepúsculo era a nossa hora, era o momento que nos encontrávamos para matar a saudade de vinte e quatro horas. Todos os dias ao chegar à noite sempre conversávamos ao telefone e ou ao MSN. Nosso mês de junho passou voando ou eu não me lembro bem dos acontecimentos, acho que quando estamos em um estado de êxtase nós nos desligamos das horas, dos dias e esquecemos os momentos mais tensos e marcantes do nosso eu. Mas nosso “mar de rosas” só chegou até o ultimo dia do mês de junho. Ainda hoje me pergunto o que passou em minha cabeça naqueles quatro dias de procederam. Porém tentarei rever os meus pensamentos e minhas idéias daquele momento.

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