domingo, 30 de maio de 2010

2 - A Gente I

Desde o maravilhoso dia que eu vi, Lana Oliver na minha frente como uma deusa, um monumento, magnífico. Com a pele macia, os olhos verdes, e o cabelo encaracolado. Não parei de pensar nela, imaginei possíveis futuros para nós dois. Como nos dois comemorando o dia dos namorados juntos, nós nos beijando, rindo, conversando, de mãos dadas, saindo juntos. Além de imaginar, como seria se nós estivéssemos juntos, eu ficava receoso de não ser nada daquilo que eu estava imaginando.

Nossas conversas online continuaram freqüentemente toda noite, nós falávamos de assuntos diferentes, de música, de novela, de pessoas, de amigos em comum. Enfim nossa amizade só foi crescendo. Mas no dia 13 do mesmo mês - maio - minha vida mudou. Pela tarde foi comum como sempre, conversas no celular, por mensagens de texto, nada programado para a noite só mesmo eu tinha que ir para o aniversário do meu amigo Jonas. Tive que ir para o meu colégio, para fazer a obrigatória aula de educação física, quando vejo uma linda jovem para em frente ao portão do colégio, ele e mais uma amiga. Meu coração dispara, o que queria mesmo fazer era correr pra casa e me arrumar descentemente para aquela garota, eu vestia uma camisa azul-marinho com víeis azul-claro, e uma bermuda jeans e chinelas colocadas nos pés, eu tinha, pela tarde, ido cortar meu cabelo, eu estava um típico menino de rua, roupas simples demais, e cabelo quase raspado, muito curto mesmo, mas não tinha como fugir ela já tinha me visto, ela foi lá me ver, e eu não podia fugir dela. Então virei meu corpo, para a direção delas e fui em diante. Meu coração parecia que ia saltar pela boca, eu começava a suar, minhas mãos ficaram geladas, e eu estava pálido.
- Oi, que legal você por aqui - essa idiotas palavras saíram da minha boca.
- É eu tava fazendo trabalho da casa da Clara, e ela me chamou para vir aqui te ver, ai viemos- ela disse com uma voz suave e doce.
Conversamos um pouco sobre meu cabelo, e sobre o cabelo dela, sobre como ela estava as novidades, que ela tinha e que eu tinha. eu estava doido para beijá-la, ali mas não podia tinha muitas pessoas me olhando e eu não gosto disso, então eu a chamei para entrar no colégio, e beber uma água por que estava com sede. Clara foi muito gentil e entendeu o que eu quis dizer, então não hesitou em seguir-nos.
Quando estávamos voltando, da cantina do colégio, passamos por um caminho longe de onde o professor dava aula, na qual eu estava perdendo. Bem em uma curva da cantina que dava para essa passagem, eu pego na mão dela, e olho nos olhos dela, sem dizer nada, eu a beijo, o hálito dela era suave eu podia sentir seu perfume, pude acariciar o seu cabelo, aqueles cachos que eu era perdidamente louco. Senti seus lábios macios, tocarem os meus, e depois senti os olhos envergonhados dela olhando para o chão como um sorriso, meio acanhado, eu também me senti do mesmo jeito. Então saímos de mãos dadas, como mostrando para todos o que havia acontecido bem ali naquela mesma curva em que eu vejo todos os dias com felicidade me lembrando daquele beijo que foi o nosso primeiro.

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