domingo, 30 de maio de 2010
Todo Carnaval tem seu fim. I
Meus pensamentos, as minhas idéias e o meu modo de ver a vida mudou de uma noite pra outra, não me pergunte o porquê. Aconteceu na noite de trinta de junho de dois mil e oito, as minhas sandices vieram á tona não sei como, mas os meus pensamentos mais sórdidos e os meus devaneios apareceram, uma preocupação desesperada e sem fundamentos de saber do futuro. Pensei no meu passado já vivido ao lado de Lana, vi que nos amávamos muito, mas que não havia mais algo que me fizesse suspirar acho que a rotina de vê-la todo dia se tornou tediosa e monótona. Neguei e não nego mais que tinha saudades da minha vida de solteiro em que não precisava dar satisfação do que fazer e nem de onde ir. Confesso agora também que a vontade de ter outras junto a mim, me instigava muito. E depois dessas vontades todas foi que me veio à cabeça a pergunta mais simplória que pode existir em um suposto fim de relacionamento: “será que ainda existe amor?” Os calafrios e as sensações de pura excitação que eu sentia ao lado dela não se fizeram mais e as palavras que eu lhe dizia não faziam mais o mesmo sentido nem a mesma entonação que saiam antes. Nunca deixei de amar aqueles olhos verdes que e aquele sorriso malicioso de menina, que só ela tinha. Durante a noite toda fiquei pensando nisto tudo e nos nossos planos para o futuro. Na manhã seguinte eu acordei com a idéia fixa de querer um tempo no meu relacionamento com Lana. Mas o que ela diria se eu chegasse com essas afirmações toda a ela? Ao fim da tarde eu pensei bem e decidi que eu continuaria ao lado de Lana e não pensaria mais em nada do que eu pensei na noite anterior. Porém quando nós queremos esquecer uma coisa nós pensamos mais ainda nela. Foi o que aconteceu comigo durante três dias e três noites até o dia que em que tomei a minha decisão.
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